Vistos – Volta ao mundo 2

25 de setembro de 2020

Ter que enfrentar a burocracia de vistos é algo inevitável quando se sai para uma viagem pelo mundo. Mas uma coisa foi percebida por nós: as fronteiras estão ficando cada vez mais acessíveis. Com passaporte brasileiro, de cinquenta e um países que cruzamos em nossa segunda volta ao mundo, necessitamos de visto para apenas oito. Países como a Mongólia, o Cazaquistão, a Geórgia, a Armênia e a Bielorrússia facilitaram a entrada de brasileiros recentemente, fazendo com que não precisemos mais de visto para visita-los como turistas.

Para termos flexibilidade em nossa última viagem, saímos de casa com apenas um visto estampado em nosso passaporte, o dos Estados Unidos (o Roy já o possuía há alguns anos e a Michelle o fez um pouco antes do início da viagem). Os demais foram todos organizados na estrada.

Assim como na primeira volta ao mundo, tivemos que emitir um novo passaporte em viagem. Mas dessa vez, antes que o passaporte ficasse sem espaço de tantos vistos e carimbos, ele foi renovado porque estava para expirar. Renovamos ele no Consulado do Brasil de Vancouver, no Canadá, onde fomos muito bem atendidos, apesar do alto custo – C$ 350,00/pessoa. Nós percebemos que nas Embaixadas e Consulados de países de primeiro mundo, seus serviços são mais caros. Imaginamos que isso se deva ao maior custo de manutenção do estabelecimento (aluguel do edifício, custos de luz, água, funcionários, etc). Com certeza se o fizéssemos em um país de custo de vida mais barato, o valor de renovação do passaporte seria menor.

Dois passaportes seriam suficientes para os três anos e quatro meses na estrada, porém voltamos para casa com três, cada um. Aconteceu porque uma semana depois que os renovamos os passaportes em Vancouver, fomos roubados. Então tivemos que fazer um terceiro passaporte. Enquanto o passaporte emitido no Brasil era válido por dez anos, o emitido no Canadá, por regras consulares, valia por apenas quatro anos. Essa é mais uma forma do consulado evitar que pessoas renovem seus passaportes, os vendam no mercado negro e voltem para fazer um novo. Por isso, também, o custo alto da renovação.

Outra preocupação consequente do roubo foi que junto com nosso passaporte, perdemos nosso visto americano. Fazer um novo visto nos Estado Unidos seria burocrático e caríssimo. Conseguimos resolver a situação depois de alguns contatos e preenchendo um formulário de imigração na internet que nos permitia ficar tranquilos até a saída do país. Agora para voltar novamente aos Estados Unidos teríamos que emitir novos vistos. Tivemos sorte que os passaportes roubados foram encontrados posteriormente pela polícia e devolvidos para nós, assim recuperamos o visto americano.

CURIOSIDADES:

– Total gasto com vistos em nossa segunda viagem:  U$ 2.024,00.

– O visto mais caro foi o dos Estados Unidos: U$150,00/pessoa, porém é válido por 10 anos.

– O visto do Canadá solicitamos em Los Angeles. Deixamos nossos passaportes na embaixada e seguimos viagem sem documentos pela Califórnia (com apenas uma foto digital deles) até Salt Lake City, em Utah, onde os recebemos via correios.

– Ainda antes de sairmos de casa, quando pesquisávamos sobre os vistos dos países da Ásia Central, lemos relatos de que seria muito difícil fazer os vistos (por questões burocráticas), principalmente se viajássemos no sentido Leste-Oeste, ou seja, o nosso caso. Nossa experiência desmistificou esse boato; fizemos todos os vistos tranquilamente e assim como em tudo numa volta ao mundo, basta ter paciência.

– Quando estávamos na Mongólia, emitimos nosso visto do Cazaquistão por U$ 30,00/pessoa, porém no exato dia que entramos no país, o visto foi abolido para brasileiros (interesses de ambos os lados por causa das Olimpíadas 2016 no Brasil e pela Expo 2017 em Astana no Cazaquistão). O problema aconteceu quando queríamos entrar pela segunda vez no Cazaquistão, vindos do Uzbequistão. Como brasileiros, não precisávamos mais de visto, mas essa informação não fora atualizada naquela fronteira. O oficial ficou ainda mais invocado quando viu em nosso passaporte que anteriormente tínhamos feito visto para o Cazaquistão. Tivemos muita dificuldade para explicar tudo isso, por causa da língua. Mas depois de algum tempo de espera e muita paciência, eles conseguiram fazer uma ligação e confirmar que não precisávamos mais de visto.

– Países da antiga URSS, para um maior controle, exigem que você registre seu passaporte após sua entrada no país, a exemplo da Mongólia. A Mongólia nos dá um visto de 90 dias, porém se planejarmos ficar mais de 30 dias no país, temos que nos registrar na imigração já na primeira semana. Recebemos um papel na fronteira nos avisando quando viemos da Rússia, porém depois de 15 dias deixamos o país para a China e quando voltamos a segunda vez, não fomos avisados e esquecemos da regra. Resultado: não nos registramos e quando lembramos de ir na imigração, os agentes nos deram duas opções: deixar o país dentro de 30 dias ou pagar uma multa de U$ 100,00/pessoa. Não teve choro. O oficial disse que quando visitamos um país temos a obrigação de saber das regras dele. Doeu no bolso, mas nossas experiências na Mongólia foram inesquecíveis. As regras de registro variam de país para país e falaremos num próximo post sobre esse tema.

– Algumas regiões dentro de certos países exigem permissões especiais. Toda a costa do Ártico até cem quilômetros terra a dentro é considerada pelo governo russo sensível e para se visitar essa extensão é necessário levar uma permissão especial. Não fazíamos a mínima ideia de onde consegui-la. Fizemos contato com diversas pessoas que realizaram expedições para a região e todos tinham feito elas através de agencias que faziam um pacote completo (tour + permissão) e que não fariam apenas a permissão para nós se não comprássemos o tour. Depois de muitas pesquisas, achamos uma agencia que nos deu retorno e que se disponibilizou a fazer a papelada para nós, cobrando caro, é claro. Não tínhamos outra opção: era pagar, ou largar o nosso grande objetivo – a Latitude 70 na Rússia. O Tadjiquistão também exige uma permissão extra que permite a entrada na Região Autônoma de Gorno-Badakhshan, que faz fronteira com a China e o Afeganistão. Solicitamos essa permissão junto com o visto de entrada no país.

Abaixo listamos os países que cruzamos em nossa expedição, se necessitamos de visto, quanto custou por pessoa e onde o adquirimos.

 

AMERICA DO SUL

Bolívia – não precisamos de visto

Peru – não precisamos de visto

Equador – não precisamos de visto

Colômbia – não precisamos de visto

Uruguai – não precisamos de visto

 

AMERICA CENTRAL

Panamá – não precisamos de visto

Costa Rica – não precisamos de visto

Nicarágua – não precisamos de visto

Honduras – não precisamos de visto

Guatemala – não precisamos de visto

Belize – não precisamos de visto

 

AMERICA DO NORTE

México – não precisamos de visto

Estados Unidos – U$ 150,00 | São Paulo, Brasil

Canadá* – U$ 135,00 | Los Angeles, Estados Unidos

 

* Canadá: nos cobraram U$ 75,44 para duas pessoas de taxa de consulado e U$ 20,11 para despachar os dois passaportes para Salt Lake City.

 

ASIA

Coréia do Sul – não precisamos de visto

Rússia* – não precisamos de visto

Mongólia – não precisamos de visto

China* – U$ 30,00 | Ulaanbaatar, Mongólia

Cazaquistão – não precisamos de visto

Quirguistão – U$ 58,00 | Astana, Cazaquistão

Tajiquistão* –  U$ 85,00 | Almaty, Cazaquistão

Afeganistão – U$ 75,00 | Khorog, Tajiquistão

Uzbequistão* – U$ 75,00 | Bishkek, Quirguistão

Geórgia – não precisamos de visto

Azerbaijão – U$ 20,00 | Tbilisi, Geórgia

Armênia – não precisamos de visto

Turquia – não precisamos de visto

 

* Rússia: permissão extra para Chukotka U$ 700,00 para duas pessoas e carro.

* China: exigem passagem de ida e volta, reserva de hotel e planejamento detalhado do itinerário. As reservas de estadia fizemos no Booking.com e depois as cancelamos para podermos ter mais flexibilidade.  O Itinerário também fizemos a grosso modo e depois pudemos seguir viagem tranquilos, sem precisar segui-lo à risca.

* Tajiquistão: o custo do visto inclui a permissão GBAO para a região da Pamir (zona de fronteira). Fizemos o visto de dupla entrada, pois queríamos visitar o Afeganistão.

* Uzbequistão: exige uma Carta Convite que custou U$ 70,00/pessoa e a fizemos em Almaty, Cazaquistão com a agência StansTour.

 

EUROPA

Bulgária – não precisamos de visto

Macedônia – não precisamos de visto

Grécia – não precisamos de visto

Albânia – não precisamos de visto

Montenegro – não precisamos de visto

Bósnia e Herzegovina – não precisamos de visto

Croácia – não precisamos de visto

Eslovênia – não precisamos de visto

Sérvia – não precisamos de visto

Romênia – não precisamos de visto

Hungria – não precisamos de visto

Eslováquia – não precisamos de visto

Áustria – não precisamos de visto

República Checa – não precisamos de visto

Alemanha – não precisamos de visto

Polônia – não precisamos de visto

Ucrânia – não precisamos de visto

Bielorrússia – não precisamos de visto

Finlândia – não precisamos de visto

Noruega – não precisamos de visto

Suécia – não precisamos de visto

Dinamarca – não precisamos de visto

Países Baixos – não precisamos de visto

 

Veja também:

Vistos – Volta ao Mundo 1

Vistos nas Américas

Passaportes novos!

Zona Schengen

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