Objetivo

Mundo por Terra | Latitude 70

O sonho da segunda viagem de volta ao mundo já existia antes mesmo de completarmos a primeira. A vida na estrada nos fascinou muito e seria difícil conviver com a ideia de que não teríamos essa oportunidade novamente. E a certeza de que viajaríamos novamente foi crucial para que nos mantivéssemos motivados nos quatro anos e meio subsequentes a nossa volta ao Brasil após a primeira viagem.

A segunda expedição não foi apenas uma grande viagem, mas uma verdadeira aventura. Nosso maior objetivo, que foi alcançado com êxito, era ultrapassar em três pontos do globo a linha da Latitude 70ºN, esta que se localiza acima do Circulo Polar Ártico. Planejávamos atingir uma latitude nas Américas, outra na Ásia e a terceira na Europa. Para se ter uma ideia do quão ao Norte encontra-se a Latitude 70, se transferida para o Sul cobriria grande parte da Antártica. Foi desse objetivo que surgiu o nome da expedição: Mundo por Terra – Latitude 70º.

 

Decisão…

Ao final de 2012 estabelecemos a data de partida: agosto de 2014. O aniversário da Michelle no dia 16 veio a calhar, nos dando a oportunidade de festejarmos seu aniversário e nossa despedida, que aconteceu no dia 17 de agosto de 2014.

 

Preparativos…

Os preparativos iniciaram com mais antecedência desta vez, um ano e oito meses antes da partida. Se dividiram em quatro grandes linhas: a reconstrução do nosso carro, pesquisa (vistos, burocracias, rotas, locais a serem visitados, etc), treinamentos e busca de recursos.

 

Objetivos Sociais…

Além da busca por experiências e conhecimento, este projeto tinha como objetivo compartilhar em nosso website e em mídias sociais as questões culturais, educacionais e de meio ambiente dos lugares por onde passávamos.

Veja as postagens nos links abaixo:

 

O mundo visto de cima…

Como parte da bagagem dessa segunda viagem de volta ao mundo, levamos conosco um paramotor. O objetivo: ampliar nossos pontos de vista para podermos registrar do alto, através de fotografias, os lugares por onde passamos.

Paramotor

 

Metas…

Para nos mantermos firmes e motivados nesta grande aventura, definimos as seguintes metas:

  • Segunda volta ao mundo de carro
  • 900 dias
  • 120 mil quilômetros
  • 50 países
  • Inverno acima do Círculo Polar Ártico
  • Registrar a expedição não só por fotos, mas também através de vídeos
  • Na totalidade dos países a serem visitados e dos que já visitamos, queremos passar para os três dígitos: mínimo 100 países!

 

O resultado…

“O que é uma aventura senão uma eterna volta para casa?”

Nós partimos felizes para essa segunda viagem, claro, mas não tanto quanto no dia 25 de novembro de 2017, quando retornamos ao nosso lar. A sensação de missão cumprida só aconteceu quando pudemos compartilhar um pouco do que vimos em casa, com nossos familiares e amigos. Foi aí que o ciclo de mais essa viagem se fechou.

E as nossas metas foram todas superadas, vejam:

  • Completamos a segunda volta ao mundo de carro;
  • Ficamos na estrada por 1197 dias;
  • Dirigimos 141 mil quilômetros;
  • Visitamos 51 países:
  • Invernamos na localidade mais fria do mundo onde vivem pessoas, Oymyakon – O Polo do Frio;
  • Alcançamos três pontos do globo acima da Latitude 70: Deadhorse, Alasca; Ust-Kuyga, Russia; Norkapp, Noruega.
  • A totalidade dos países visitados nessa viagem mais os que já havíamos visitado na primeira, chegamos à 103 países.

 

Nossa filosofia…

“No momento em que uma pessoa assume um compromisso com os seus sonhos, a providência começa a funcionar a seu favor e coisas começam acontecer.

Mas nada acontece antes que a pessoa se projete para a ação.

Seja o que for que você sonhe fazer: faça!

A coragem de começar tem gênio, poder e magia.

Comece agora.”

W. Goethe

 

Depois de duas voltas ao mundo de carro concluídas, agora nos resta planejar a próxima aventura. Vem?!

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O que você faria em 900 dias?

#900dias

Abaixo, listamos alguns dos objetivos pontuais que tínhamos no decorrer de nosso itinerário.

 

Cruzar com uma onça pintada no pantanal brasileiro

Cruzar com uma onça pintada no pantanal brasileiro

Foto: http://500px.com/photo/3236527

A onça-pintada, também conhecida como jaguar, é um símbolo da fauna brasileira. Diferencialmente do leopardo, suas manchas são mais dispersas e numa roseta maior, tendo algumas delas pontos pretos no meio. Sua cabeça é proporcionalmente maior que o corpo. Um exemplar adulto alcança até 2,60m de comprimento e 70cm de altura, pode chegar a pesar 115kg e necessita 2kg de alimento por dia. Seu habitat preferido são as florestas, porém pode ser encontrada em planícies pantanosas e savanas, principalmente na beira d’água onde estão suas presas preferidas (antas, capivaras, tamanduás, macacos, jacarés e até sucuris). Suas patas curtas não são boas para longas corridas, mas lhe proporcionam grande força. Enquanto os outros grandes felinos matam suas vítimas mordendo-as no pescoço, a onça ataca diretamente na cervical ou no crânio, pois possui as mandíbulas mais fortes de todos os felinos e a segunda mais forte dos carnívoros terrestres, sendo capaz de perfurar até o casco de uma tartaruga.

 

Ultrapassar a barreira dos 6.000m de altitude numa montanha boliviana

Ultrapassar a barreira dos 6.000m de altitude numa montanha boliviana

Foto: http://500px.com/photo/28589773

A Cordilheira Real, na Bolívia, oferece um dos melhores destinos sul americanos para a prática do montanhismo. Essa cordilheira ergue-se nos arredores de La Paz em diveros picos acima dos seis mil. Um deles, a apenas 30km da capital boliviana, é o Huayna Potosí (6.088m). Devido a sua acessibilidade, milhares de montanhistas são atraídos para lá e fazem desta magnífica montanha, o pico acima dos seis mil metros, mais escalado no mundo.

 

Mergulhar em praias paradisíacas na América Central

Mergulhar em praias paradisíacas na América Central

Foto: http://500px.com/photo/46883784

A América Central em sua costa leste é banhada pelo Mar do Caribe. Sua flora e fauna apresentam uma grande biodiversidade, sendo quase metade de suas espécies endêmicas. No Caribe, encontram-se 9% dos recifes de coral do planeta, dos quais se destaca a Barreira de Coral de Belize. Milhares de turistas e mergulhadores de todo o mundo são atraídos pela diversidade e beleza das praias caribenhas.

 

Conhecer dezenas de parques nacionais dos Estados Unidos

Conhecer dezenas de parques nacionais dos Estados Unidos

Foto: http://500px.com/photo/10612833

Quando falamos em Estados Unidos, a primeira imagem que vem a nossa cabeça são as grandes cidades com seus arranha-céus, suas lojas que instigam o consumismo e sua comida fast-food. Mas os Estados Unidos é um país enorme e possui mais de 400 parques nacionais muito bem preservados, com sua flora, fauna e geologia intactas. Belezas indescritíveis, encontras em mais nenhum lugar do mundo. Yellowstone, Yosemite, Denali, Grand Canyon, Denali são alguns dos parques mais conhecidos.

 

Procurar por ursos na regiões remotas do Alasca

Procurar por ursos nas regiões remotas do Alasca

Foto: http://500px.com/photo/50370834

O Alasca é um dos cinquenta estados dos Estados Unidos. É o estado mais setentrional e ocidental do país e possui uma densidade demográfica muito baixa. Por isso é também chamado de “A Última Fronteira”. O Alasca é o lugar ideal para observar a vida selvagem: águias-americanas, alces, caribus, salmões, baleias, golfinhos, ursos-negros e o grande urso-pardo (que atinge até 3m de altura de pé).

 

Ir em busca da Aurora Boreal nas regiões polares

Ir em busca da Aurora Boreal nas regiões polares

Foto: http://500px.com/photo/52688714

A aurora polar é um fenômeno óptico composto de um brilho (luzes coloridas e brilhantes, geralmente avermelhadas e esverdeadas) observado a olho nu nos céus noturnos nas regiões polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar e poeira espacial encontrada na via láctea com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético terrestre. Em latitudes do hemisfério norte é conhecida como aurora boreal, enquanto que no hemisfério sul é conhecida como aurora austral. Ocorre normalmente nas épocas de setembro a outubro e de março a abril.  O fenômeno também acontece em outros planetas, como Júpiter, Saturno e Marte. No nosso planeta é possível ver esses fenômenos na Noruega, Suécia, Finlândia, Islândia, Alasca, Canadá, Groenlândia, Escócia, Rússia, dentre outros países de regiõess polares.

 

Experimentar as comidas mais exóticas na China

Experimentar as comidas mais exóticas na China

Foto: http://500px.com/photo/10563521

Na cultura oriental, ao ingerir um alimento, você assume as suas propriedades energéticas. Isso explica, em parte, por que os asiáticos gostam tanto de comidas exóticas – exóticas no nosso ponto de vista, pois para eles é normal. Muitas vezes são comidas com propósitos medicinais, ou então, o único alimento para a sobrevivência. Sopa de ninho de andorinha, sopa de pênis de touro ou cavalo, carne de cachorro, espetos de insetos, cérebro de macaco são algumas das iguarias. Você comeria?

 

Dirigir pelo Deserto de Gobi na Mongólia

Dirigir pelo deserto de Gobi na Mongólia

Foto: http://500px.com/photo/206270

O Deserto de Gobi está situado no norte da China e no sul da Mongólia. É o deserto arenoso mais ao norte do mundo. A média da temperatura anual é de -2,5ºC a 2,8ºC com temperaturas extremas variando de 38ºC a -43ºC. É o lar de dois animais raros: o camelo-bactriano (de duas corcovas) e o cavalo-de-przewalski. Suas areias foram a primeira vez percorridas por um ocidental em 1275, na famosa viagem de Marco Polo a Pequim.

 

Atingir o “Pole of Cold” – Polo do Frio, lugar mais frio do mundo

Atingir o “Pole of Cold” – Polo do Frio, lugar mais frio do mundo

Foto: http://500px.com/photo/29029623

O que é inverno para você?

Já imaginou um lugar onde sua respiração congela? Onde o combustível congela? Onde os rios congelam? Onde a temperatura aumenta com a altitude em vez de diminuir? Onde as renas precisam de sapatos e casacos?

Os polos do frio são os nomes dos locais onde houve a temperatura mais baixa já registrada, nos hemisférios norte e sul. No hemisfério sul, o Polo do Frio está atualmente localizado na Antártica, próximo a estação Russa, com temperaturas congelantes de -89,2ºC. No hemisfério norte duas cidades dividem esse título: Oymyakon e Verkhoyansk, ambas na Rússia, com o recorde de -68ºC.

 

Aprender sobre as tradições nômades dos países da Ásia Central 

Aprender sobre as tradições nômades dos países da Ásia Central

Foto: http://500px.com/photo/1066038

A história da Ásia Central tem sido determinada principalmente pelo clima e geografia da região. A sua aridez dificulta a prática da agricultura e a sua distância para o mar a torna muito isolada do comércio. Por conseguinte, apenas se formaram algumas grandes cidades e a área foi dominada durante milênios pelos povos nômades das estepes. Os nômades da Eurásia (Ásia Central, Mongólia e Rússia) domesticaram o cavalo sendo que sua economia gira em torno desse animal: criação de cavalo, corridas de cavalo e pastoreio.

 

Apreciar algumas das melhores cervejas do mundo na República Tcheca

Apreciar algumas das melhores cervejas do mundo na República Tcheca

Foto: http://500px.com/photo/42953006

Qual é a melhor cerveja do mundo? Essa pergunta com certeza gera muita discussão e divergência de opinião. Será a alemã? A Belga? A americana?

Algumas das mais famosas são as Tchecas com uma experiência de fabricação que data o século X. Segundo pesquisas,    o país lidera o ranking de consumo por pessoa. Praga tem pubs em todos os cantos e muitos com fabricação própria. Basta pedir uma PIVA (cerveja em tcheco) e matar a sede com 500ml de muito sabor.

 

Percorrer a Transilvânia, por entre castelos e montanhas na Romênia

Percorrer a Transilvânia, por entre castelos e montanhas na Romênia

Foto: http://500px.com/photo/62732015

A Transilvânia é uma região da Europa Central, localizada na Romênia. Sua região é conhecida pela beleza de suas paisagens e por sua rica história. Foi fortemente associada com vampiros, principalmente após o romance Drácula de Bram Stoker criado em 1897. Na Transilvânia são encontradas algumas das cidades medievais mais bem preservadas da Europa.

 

Fotografar o Monte Fitz Roy na Argentina

Fotografar o Monte Fitz Roy na Argentina

Foto: http://500px.com/photo/8499759

O Monte Fitz Roy ou Cerro Chaltén é uma escultórica montanha localizada no sul da Argentina. Apesar de sua altitude relativamente modesta – 3.375 metros, o Fitzroy é considerado por muitos alpinistas profissionais como o maior de todos os desafios do esporte. Suas paredes verticais requerem técnica impecável para serem conquistadas além de que o clima da região pode ser muito ruim e traiçoeiro. Não soment alpinistas, mas milhares de turistas e fotógrafos são atraídos às imediações do monte pela sua aparência fantástica.

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